quarta-feira, 21 de outubro de 2015

E o Marty McFly chegou !

Quando em 1985 assistimos a De Volta para o Futuro, aqueles que são cinéfilos principalmente por ficção, científicas ou não, ficaram apaixonados pelo enredo, pela genial história de Marty McFly e o Dr Brown, e porque não dizer também pela maravilhosa mensagem final de um passado modificado para um futuro inesperado para a família de Marty. Quem ainda não assistiu, que assista.

Hoje é o dia da chegada então de Marty McFly (Michael J. Fox) e o Dr. Emmett Brown (Christopher Lloyd) ao futuro, 21 de Outubro de 2015 (onde se desenrola a trama toda do segundo filme da série), muitas comemorações dos fãs e da própria Universal marcam a data, muitas vendas da série re-lançada em Blue-Ray, aqui no Brasil o portal  G1 faz um destaque.

Mas o que poderiamos avaliar em termos de tecnologia, sobre o que mudou em 30 anos ? Certamente não estamos vendo ainda o futuro criado pelo diretor Robert Zemeckis. No segundo filme da trilogia, carros voam, hologramas anunciam a estreia de "Tubarão 19" nos cinemas, skates flutuam e tênis se ajustam sozinhos aos pés. Nossos carros ainda não tem os capacitores de fluxo, peça fundamental para o DeLorean do Dr Brown.

Em 30 anos TI e Telecom evoluíram muito, quem diria que um App em um quadradinho fino com nitidez em HD iria nos guiar pelo transito louco de São Paulo, sempre nos dando o melhor e mais rápido caminho ? Ou que veríamos fotos e filmes instantaneamente de nossos queridos em viajem a qualquer lugar do planeta ? Não cabe (de ocupar espaço mesmo) relatar tudo o que está por trás disto. Nós dinossauros da Informática e Telecomunicações acompanhamos tudo isso.





Hoje é dia de comemorar a chegada de Marty, e se possível se unir a ele, ainda que seja em nossas preces, mas principalmente em nosso trabalho para que logo a medicina avance ainda mais na cura de doenças como Parkinson, que Marty o Michael J. Fox luta tanto e a sua Fundação apoia. Ele fala em seu e-mail "Today, we're in the future"
 enviado hoje a um grupo de discussão da Casa Branca que faço parte; 

"Juntos, faremos doença neurológica uma coisa do passado."


Que venha 2045 ! 


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segunda-feira, 28 de setembro de 2015

WEBinar

Nestes últimos meses tenho assistido alguns seminários na Internet de excelente qualidade. Eles estão sendo chamados de Webinar (Web-based seminar), pois são utilizadas ferramentas das mais diversas via WEB, ou Apps próprios para PC ou devices móveis.

Detalhe: Todos gratuitos.




Os que me vem chamando atenção, são aqueles disseminados pela Light Reading. Os Webinars são de aproximadamente 1 hora e sobre os mais variados temas, como: New IP, IoT, Gigabit/Broadband, Mercado móvel, Cabo, Tudo de Optical, Ethernet/IP, Data Center, SDN, NFV, Video, etc. As ferramentas usadas te deixam como em um perfeito auditório, onde pode fazer perguntas aos palestrantes, e ter acesso a todo material. Embora todos patrocinados pelos principais fornecedores como Huawei, Ericsson, Alcatel-Lucent, Juniper, e muitos outros, o Webinar não traz apenas mensagens "marketeiras", mas conceitos excelentes aceca do que eles estão produzindo e as necessidades e status atuais do mercado em seu segmento. 

Setephen Saunders, o fundador do Light Reading (veja o histórico), e seus editores preparam um calendário anual de temas e juntos com os patrocinadores levam a cabo uma divulgação da tecnologia para a industria de Telecom bastante atraente para o mercado. 

Vale a pena conferir ! 

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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

O fim da TV ?



Recentemente o CEO da Netflix, Reed Hastings disse que em 10 a 20 anos a TV do jeito que conhecemos não existirá mais.

Tudo provavelmente migrará para a Internet.

Se depender também da previsão já para 2016, feita por analistas de Wall Street, publicado num post da revista Variety, nos EUA o canal mais assistido nos lares será o Netflix. o sucesso do Netflix e de suas séries originais, como “Orange is the New Black” e “House of Cards”, se deve à internet. Mas também à análise de dados da plataforma. Uma base perfeita usuário a usuário, com tudo que ele assistiu, que horas, quanto tempo, quantas vezes e em que local. Incrível !

O Netflix gosta de dizer que sempre está aprendendo, toda a vez que apresenta uma nova série, estão analisando e tentando descobrir o que funcionou e o que não funcionou, para que possam fazer melhor na próxima vez. Com o imediatismo da interatividade da Internet isto é muito rápido e preciso, já as pesquisas feitas por outros tipos de canais que dependem de agências, organismos de pesquisas são muito mais lentos e com margens de erro.

Há algum tempo falavamos do fim da mídia impressa, agora falamos da televisiva. Bom que fique bem claro, o que está mudando são formatos, linguagens, e a MÍDIA onde circula, trafega a informação, esta jamais deve acabar, pelo contrário se tornar mais acessível possível à todas as pessoas, fazendo a verdadeira democratização do conhecimento.





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Banda Larga, onde estamos ?

Acompanhando a Internet no Brasil desde os primórdios, ou será que poderiamos chamar de pré-história da Rede das Redes ? Sim, pois me lembro ainda da primeira conexão feita entre Fapesp, USP e Unicamp, com modems de 4800 bps no link da Fapesp com o Fermilab (Fermi National Accelerator Laboratory), entre Fapesp-USP, e um entre Fapesp-Unicamp. Me arrisco aqui em algumas considerações e por que não críticas ao nosso atual estágio de conexão e velocidades médias. 


Para quem acha ridículas as velocidades acima (e hoje são mesmo, aliás nem mais existem, a não ser quando seu provedor não funciona e te dá desespero quando faz uma medição), nos anos de 1988/89 até que não eram tão problemáticas, pois o WWW engatinhava e o que trocavamos entre os computadores eram textos de e-mail, arquivos (pequenos) e login em máquinas remotas. A Internet no Brasil era só acadêmica e nos preparavamos para convencer as operadoras (estatais na época) que isto seria um bom
negócio. Quem ainda quer ver um pouco do passado, leia uma boa reportagem do TecMundo em 2011, "20 anos de internet no Brasil: aonde chegamos?", outra entrevista de 2014 com o Demi Getschko, Olhar Digital


Quase 10 anos depois, colaborei com testes em Cable Modems (modelos Lan-City da extinta Digital Equipment Corporation) na rede de cabos da empresa VC-TV a Cabo de Campinas (adquirida por um grupo Argentino e posteriormente pela NET). Detalhe, esta rede na época não estava ainda preparada para uso de dados two-way, o que nos obrigava a ajustar frequências quase que diariamente para continuar testando. Como num post anterior aqui, fui buscar a matéria da Folha que guardo com carinho em papel, mas nem precisou olha aí no acervo da Folha o caderno todo da então Folha Informática de 07/08/1996 com a matéria de capa "Campinas testa Internet via TV a Cabo" e nas páginas internas a matéria completa. 

Bom chega de saudosismo ! Agora em 2015 Onde estamos afinal com nossas conexões de Internet tão imprescindíveis à vida de qualquer pessoa hoje em  dia ? O Brasil tem destaque em algumas coisas como penetração da Internet, considerando número de endereços IPV4, somos o 3o país com 48.167.070 de endereços e um crescimento YoY de 17%. Teria sido fruto de um lote generoso lá no passado ? Outra consideração é o declínio de IPV4 em alguns países, que mostra a adoção mais rápida do IPV6, coisa que parece que mais uma vez vai atrasar no Brasil. Entre os 10 países com maior tráfego de IPV6 no Q1-2015 o único país Latino Americano que aparece é o Peru, com 13%.

Se por um lado aparecemos bem em números de conexões, considerando endereços IPV4, lamentável dizer que em velocidade média estamos muito abaixo de vários países. Triste constatar isto, alguém que ajudou a testar Cable Modems de 10 Mbps a 20 anos (no teste eu e o Roberto Piloto tinhamos a velocidade da rede local da Unicamp em nossas casas). Aparecemos na lista em 89o lugar globalmente, no relatório da Akamai (akamai’s [state of the internet]Q1 2015 report). Melhoramos algumas posições se pensamos em Pico das conexões, 82o lugar, mas ainda abaixo de países amigos aqui da America do Sul. Não deixe de ler o relatório completo. 



Creio que não seja necessário discorrer aqui da importância de termos uma posição melhor em Ranking de penetração e velocidade média de Internet, já que informação hoje é força motriz para a sociedade cada vez mais conectada. Outro dia li o post do Nizan Guanaes no LinkedIN, "Eu sou Investment Grade" , sobre o rebaixamento da nota do Brasil pela S&P, onde várias Instituições e setores foram mencionados por ele, como excelência no Brasil. 

A Internet Brasileira, precisa urgente de Investimentos para dar uma arrancada nestas posições, e aí o setor poderá dizer também  "Eu sou Investment Grade". 

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Há mais de 30 anos, Marçal dos Santos (My Consulting) tem trabalhado com problemas de TI (Tecnologia da Informação) e Telecom (Telecomunicações) em instituições e empresas como a Ericsson, Tellabs, Maksen Consulting, Alcatel-Lucent, Universidade Estadual de Campinas, Sisco Sistemas, Datapart, Instituto Agronômico de Campinas, para as quais situações diversas do dia-dia da infraestrutura de informática e redes foram administradas no que diz respeito a Design, Implementação, Operação, Suporte, Otimização, Monitoramento e tomada de decisão, bem como oferecidas soluções de Provedores Globais do mercado (Ericsson, Alcatel-Lucent, Tellabs).